quarta-feira, 8 de maio de 2013

Origem do conceito de Cyber

Cibernética é uma tentativa do homem em compreender as máquinas e aquilo que é possível controlar de forma remota, seres vivos e grupos sociais através de analogias com os aparelhos electrónicos. Estas analogias - ou comparações - tornam-se possíveis, na Cibernética, já que esta estuda o tratamento da informação no interior destes processos como codificação e descodificação, aprendizagem, feedback, etc.O estudo destes processos trouxeram significativas mudanças para a compreensão e estudo da ciência. Pensando na ideia de retroação por Norbert Wiener, esta acaba com a causalidade linear e aponta para a existência de um círculo causal onde A age sobre B que em retorno age sobre A. Tal mecanismo é denominado regulação e permite a autonomia de um sistema (seja um organismo, uma máquina, um grupo social). Será sobre essa base que Wiener discutirá a noção de aprendizagem.A cibernética foi fundamental para o progresso de vários países (como a Rússia, França e Estados Unidos), já que o seu estudo serviu para o planeamento das respetivas economias, para o desenvolvimento de instrumentos de guerra e industriais.



Conceito de Internet


A Internet é um conglomerado de redes que permite a interconexão descentralizada de computadores através de um conjunto de protocolos denominado TCP/IP. Com a sua criação em 1969, teve a sua grande propagação três anos mais tarde, aquando da primeira demostração pública do sistema idealizado. Três universidades da Califórnia e uma de Utah que conseguiram estabelecer uma conexão conhecida como ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network).


O desenvolvimento da Internet superou largamente quaisquer previsões ou expectativas e constituiu uma autêntica revolução na sociedade moderna. As distâncias encurtaram-se, o Mundo transformou-se numa aldeia onde o Homem pode estar em qualquer lugar. O sistema tornou-se num pilar das comunicações, do entretenimento e do comércio nos quatro cantos do planeta.As estatísticas indicam que, em 2006, os utilizadores da Internet (conhecidos como internautas) superaram os 1.100 milhões de pessoas. Espera-se que, na próxima década, esse número venha a duplicar, impulsionado pela massificação dos acessos de alta velocidade (banda larga).


Virtual ou Real?!

Na distinção entre os dois conceitos, podemos considerar:
·         Virtual – Como tudo aquilo que não se caracteriza por ser real, táctil ou mensurável; não tem qualquer tipo de localização
·         Real – Tudo aquilo no qual se pode afirmar a sua existência. Se existe é algo que se pode dizer, que pode ocorrer num dado local. 

Segundo Pierre Lévy, o virtual consiste na possibilidade de algo que não entre em contradição com o seu estado actual, ou seja, o virtual opõem-se ao actual mas não ao real. Ele acredita que o virtual é potencializado por todo o desenvolvimento tecnológico dos nossos dias.


   
O real é tudo aquilo que nós podemos percepcionar dele, do qual podemos afirmar a sua existência. Essa percepção é feita através do funcionamento do nosso cérebro, no qual ele converte os estímulos recebidos em percepções. Se de facto enviarmos estímulos artificiais até ao nosso cérebro, poderemos ter percepções sem na verdade o serem.

Facto: O virtual inere sempre ao real, o conceito de real está SEMPRE ligado ao virtual!

"Sociedades de Controlo" de Gilles Deleuze

É no no Post-Scriptum: "Sobre as Sociedades de Controlo”, de Gilles Deleuze, que é feita uma abordagem do autor em relação ao tipo de sociedades existentes e que outrora se encontravam em vigor, fazendo referência a perspectiva do assunto por parte de Michael Foucault.
É da modernidade para a contemporaneidade que se verifica uma mudança do género de sociedade, segundo pontos de vista de Foucault e Deleuze


Foucault considera a sociedade como “disciplinar”, ao contrário de Deleuze que defende uma sociedade identificada como de “controlo”, em que esta se encontra a frente das sociedades disciplinares.
A sociedade de controlo é onde todo o poder é concentrado sobre a vida, onde passa a existir uma noção do tempo por parte dos indivíduos. Ao contrário das sociedades disciplinares, é feito um controlo modelar e não estático, ou seja, o controlo é feito através da máquina.
A sociedade disciplinar é onde é feita uma coordenação da acção, á distancia, sobre os indivíduos num determinado tempo e espaço. Verifica-se a organização de vários meios de encarceramento, ou seja, espaços fechados regidos por determinadas regras e valores, como por exemplo na escola.



Podemos encontrar várias diferenças na constituição destes dois modelos sociais. Enquanto a sociedade disciplinar aposta num modelo de vigilância panóptico, onde o observador encontra-se presente na vigilância e observação do individuo, ao contrário da sociedade de controlo em que essa mesma vigilância tornou-se totalmente virtual. 
Ao mesmo tempo que as sociedades de controlo apostam numa “anti - arquitectura”, ou seja, uma ausência de casas e prédios num processo de alteração para o mundo virtual, as sociedades disciplinares são consideradas totalmente arquitecturais.
É importante perceber que nem todos os valores das sociedades disciplinares foram perdidos, mas sim incorporados neste novo modelo. A sociedade de controlo remodelou vários pilares das sociedades disciplinares.
Na abordagem ao tema Deleuze pretendia que, através da transição dos modelos de sociedade, a imagem se esvaziasse da sua informação, de modo a torna-la pura.
O mesmo ainda faz uma abordagem às sociedades de soberania, que estavam em vigor até ao séc. XVIII, que se encontravam fechadas num determinado espaço hierárquico. O seu maior interesse pressuponha a decisão da vida ou da morte por parte de uma determinada estrutura hierárquica, não existindo qualquer interesse na produção.
Actualmente encontramo-nos numa fase de transição entre os dois modelos, onde nos ausentamos de uma forma de encarceramento para um controlo aberto.




Manifesto Ciborgue: Ciência, Tecnologia e Feminismo-Socialista no final do século XX

Donna Harway, autora do Manifesto Ciborgue, nasceu a 6 de setembro de 1944 nos Estados Unidos da América, e é a criadora da Ciborgologia. Haraway e o seu trabalho contribuíram e muito para o estudo de dois tipos de relação: homem-máquina e homem-animal.


Este ensaio critica o tradicional uso da noção de feminismo, especialmente na identidade, ao invés de afinidade, usando a metáfora de um ciborgue para exortar as feministas para irem além das limitações de género tradicional e a política. Neste ensaio,  Haraway utiliza também a imagem do ciborgue para problematizar nossa relação com a tecnologia, bem como as dicotomias que tem servido de fundamento ao pensamento ocidental: mente/corpo, organismo/maquina, natureza/cultura. Esta obra é um autentico cruzamento de caminhos, convergendo diferentes disciplinas académicas (Biologia, antropologia, história, artes, etc), diversas tecnologias (Fotografia, manipulação genética, agricultura,etc) e um discurso construído a partir das suas experiências e viagens. Os seus ensaios são simultaneamente história da ciência, analise cultural, investigação feminina e postura política.


Nos estudos da autora supracitada, o tema “ciborgue” é retirado do imaginário habitual (uma espécie de andróide/ um corpo metade homem e metade robô), para explicar como contradições na política e na teoria feministas devem ser unidas, em vez de resolvidas, similar à fusão dos organismos com as máquinas. O ciborgue trás na sua bagagem a construção de um discurso crítico sobre os poderes hegemónicos  materializando novos significados para a natureza, corpo humano e as relações de diferença. A metáfora do ciborgue lança luz sobre a visão de Haraway para uma ciência feminista.
O Ciborgue de Haraway pode ser considerado uma metáfora não-essencializada capaz de unir coligações políticas difusas ao longo das linhas de afinidade em vez de identidade, abordando o abismo entre discursos feministas e da linguagem dominante do patriarcado ocidental.
Como Haraway explica, "a gramática é a política por outros meios”. Para neutralizar a essencialização, a retórica de ecofeministas espirituais que lutavam o patriarcado com construções modernistas do sexo feminino, como a natureza ea terra mães, Haraway utiliza o ciborgue para reconfigurar o feminismo em código cibernético.

Como ela detalha num gráfico das mudanças paradigmáticas da moderna epistemologia pós-moderna dentro do Manifesto, o sujeito humano unificado de identidade deslocou-se para o pós-humano, de "representação" a "simulação", de "romance burguês" para "ficção cientifica , de " reprodução "para "replicação", e" patriarcado branco capitalista" para "informática da dominação”.
Embora o "sonho irónico de uma linguagem comum" de Haraway seja inspirado pelo argumento de Irigaray para um discurso diferente do patriarcado, ela rejeita a essencialização de Irigaray de mulher-como-não-homem para defender uma comunidade linguística de saberes parciais, em que ninguém é inocente.



Conceito de cibercultura

Cibercultura é uma relação de trocas na sociedade entre cultura, novas tecnologias e a emergência da Internet nas telecomunicações. Também é um termo usado para denominar o aparecimento em massa das comunidades virtuais que popularizam o uso da Internet e das tecnologias de comunicação.
A cibercultura é um estabelecimento de relações, uma aproximação entre indivíduos através das novas ferramentas virtuais. Inclui novos paradigmas como: homebanking, voto electrónico e até escolas virtuais/online.
A cibercultura está a mudar a essência das relações humanas, muitas vezes de forma subjetiva e interativa. A sociedade hoje e futuramente relaciona-se cada vez mais através das tecnologias de comunicação, construindo laços emocionais, acordos e até empregos online, que contrasta com o que acontecia até ao aparecimento e expansão da internet.


Mapa e Cibercultura

Dois conceitos que parecem distintos, mas que surpreendentemente (ou não) encaixam. Vejamos:

Entendemos por mapa, aquilo que suporta em si uma representação da realidade relativamente a um espaço. Acaba por ser uma simulação de uma realidade espacial, em escala, com toda a informação ai contida mediante direções e distâncias, ou seja, limites.

Posto isto, falta relacionar com cibercultura. Em que medida é isto possível?
Sendo que cibercultura (de uma maneira sucinta), se refere às relações entre Sociedade e novas tecnologias e ao surgimento em massa das comunidades virtuais, é facilmente visível como o espaço na realidade pode ser representado online e serve algumas necessidades nas relações entre sujeitos via internet.


É também importante referir que um mapa, nunca é algo definitivo, está em constante atualização e isso revela que as barreiras espaciais e temporais são hoje rapidamente superadas graças às novas tecnologias renovando constantemente a informação.




terça-feira, 23 de abril de 2013

Utopia # Heterotopia


Para Foucault as utopias recebem atenção especial por persistirem como um ideal de civilização presente em todas as sociedades. Ele considera as utopias como colocações sem lugar no real que mantém relações analógicas com o espaço real da sociedade, apesar de se tratar de espaços que não existem.
Em oposição, podemos considerar todos os lugares reais e localizáveis, assim como todas as colocações reais que representam, de heterotopias.
Inicialmente há que referir o que podemos considerar de “zona mista” entre utopia e heterotopia, que neste caso seria o espelho. O espelho é considerado uma utopia pois o que ele reflete não existe, ao mesmo tempo que existe e reflete um efeito de retorno sobre o lugar que ocupa, o que é considerado uma heterotopia.
As heterotopias fazem parte da constituição de qualquer cultura, sendo uma regularidade em qualquer grupo humano, podendo ser classificadas em dois grandes tipos.
As heterotopias de crise, que tendem a desaparecer, referem-se a lugares privilegiados ou sagrados, onde apenas o individuo, em relação à sociedade em que vive, se encontra num estado de crise. O “desflorar” a mulher ou o serviço militar é considerado exemplo.
As heterotopias de desvio são todas aquelas em que o comportamento do individuo não se regula pelo modo ou norma que é exigido, nomeadamente casas psiquiátricas ou prisões. 







           Cada heterotopia tem um funcionamento preciso e determinado dentro de uma sociedade. Podemos considerar a heterotopia do cemitério que deixou de ser considerado um local comum a todos os habitantes e família, que se encontrava ao lado da igreja no centro da cidade, para ser considerado um local propagador de doenças mortais colocado nas periferias. 
Outra heterotopia a considerar seria relacionado com as artes, onde através do teatro e do cinema é possível colocar num só espaço real várias colocações incompatíveis entre eles. O teatro permite a representação de vários lugares estranhos uns aos outros, enquanto o cinema permite a projeção de três dimensões. 
Não podemos deixar de referir uma das heterotopias mais antigas, relativamente aos jardins. Era nos tempos dos Persas que os jardins eram constituídos por quatro partes representativas dos quatro cantos do mundo, compostos por vegetação e tapetes representativos desse espaço. Desde a Antiguidade que é considerada a heterotopia mais feliz e universalizante, o que explica a origem dos jardins zoológicos.


2ª Lei da Termodinâmica

A segunda lei da termodinâmica envolve o funcionamento das máquinas térmicas, ou seja, situações em que o calor é transformado em outras formas de energia.
Uma dessas situações que não ocorriam era a passagem espontânea de calor de um corpo frio para um corpo quente, o inverso ocorre sempre, a passagem espontânea de calor de um corpo quente para um corpo frio.
A outra situação que não ocorre é a transformação integral de calor em trabalho. As máquinas térmicas trabalham graças a duas fontes de temperaturas diferentes, de modo a que uma parte do calor retirado da fonte quente é enviada à fonte fria, não sendo possível transformar todo o calor retirado da fonte quente em trabalho.
Essas duas situaçãos foram chamadas  proibições, dando origem à segunda lei da termodinâmica:
"A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo".
O calor flui espontaneamente de um corpo quente para um corpo frio, apenas ocorrendo o inverso com a realização de trabalho onde nenhuma máquina térmica que opera em ciclos pode retirar calor de uma fonte e transforma-lo completamente em trabalho.
Num sentido geral, a segunda lei da termodinâmica afirma que as diferenças entre sistemas em contacto tendem a igualar-se, ou seja, num futuro longínquo, tudo terá tendência a ficar em desordem, todo o calor do universo será perdido, e ficará apenas um espaço frio, sem vida. Tudo o que existe deixará, eventualmente de existir.


Declaração da Independência do Ciberespaço

John Perry Barlow é um dos co-fundadores da “Electronic  Frontier Foundation” (https://www.eff.org/), empresa mediadora de conflitos entre o mundo cibernauta e o mundo real, e um dos primeiros independentistas do ciberespaço. Autor da Declaração de Independência do Ciberespaço e pioneiro do conceito, retrata-o como se de um “sítio/espaço” se tratasse.

Consultar “Declaração de Independência do Ciberespaço”: http://www.dhnet.org.br/ciber/textos/barlow.htm

 

Noção de ciberespaço



O surgimento do termo “ciberespaço” acontece com o norte-americano William Gibson, a propósito do seu livro “Neuromante”, 1984, na tentativa de cria um espaço invisível capaz de suportar relações de uma comunidade, tudo isto em rede e graças aos avanços tecnológicos cada vez mais progressistas. Uma representação física de um espaço de informação.
É comum confundir-se a ideia de ciberespaço com Internet, como consequência do meio em que a informação circula. No entanto, o ciberespaço é uma plataforma de comunicação que segundo Pierre L`evy é “o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores” (LEVY, 1999, PAG 92)
Um outro interessado nesta matéria é Suely Fragoso:
“Um fórum privilegiado para a abordagem dos possíveis reflexos e desdobramentos do desenvolvimento dos sistemas de realidade virtual e das redes digitais de comunicação sobre os estatutos do espaço e do tempo é o chamado 'ciberespaço' - aqui entendido como o conjunto de informações codificadas binariamente que transita em circuitos digitais e redes de transmissão.”
Já Larry Lessing afirmou que internet e ciberespaço não se confundem.
Isto acontece porque o ciberespaço é uma experiencia mais rica, mais vivida, porque os intervenientes deste espaço acreditam viver nele, fazendo parte de uma outra comunidade. Como consequência, o ciberespaço tornou-se indissociável da sociedade contemporânea.
Assim, o ciberespaço é não só uma plataforma comunicacional, mas também um espaço de convivência intercultural.


terça-feira, 9 de abril de 2013

Este blog foi criado pelos seguintes alunos de Ciências da Comunicação e Cultura, no âmbito da disciplina de Cibercultura:


Jáder Ramos nº21103106
João Filipe nº21104297
José Nery nº21106305
Pedro Guarda nº2103328

Docente: José Gomes Pinto