terça-feira, 23 de abril de 2013

Utopia # Heterotopia


Para Foucault as utopias recebem atenção especial por persistirem como um ideal de civilização presente em todas as sociedades. Ele considera as utopias como colocações sem lugar no real que mantém relações analógicas com o espaço real da sociedade, apesar de se tratar de espaços que não existem.
Em oposição, podemos considerar todos os lugares reais e localizáveis, assim como todas as colocações reais que representam, de heterotopias.
Inicialmente há que referir o que podemos considerar de “zona mista” entre utopia e heterotopia, que neste caso seria o espelho. O espelho é considerado uma utopia pois o que ele reflete não existe, ao mesmo tempo que existe e reflete um efeito de retorno sobre o lugar que ocupa, o que é considerado uma heterotopia.
As heterotopias fazem parte da constituição de qualquer cultura, sendo uma regularidade em qualquer grupo humano, podendo ser classificadas em dois grandes tipos.
As heterotopias de crise, que tendem a desaparecer, referem-se a lugares privilegiados ou sagrados, onde apenas o individuo, em relação à sociedade em que vive, se encontra num estado de crise. O “desflorar” a mulher ou o serviço militar é considerado exemplo.
As heterotopias de desvio são todas aquelas em que o comportamento do individuo não se regula pelo modo ou norma que é exigido, nomeadamente casas psiquiátricas ou prisões. 







           Cada heterotopia tem um funcionamento preciso e determinado dentro de uma sociedade. Podemos considerar a heterotopia do cemitério que deixou de ser considerado um local comum a todos os habitantes e família, que se encontrava ao lado da igreja no centro da cidade, para ser considerado um local propagador de doenças mortais colocado nas periferias. 
Outra heterotopia a considerar seria relacionado com as artes, onde através do teatro e do cinema é possível colocar num só espaço real várias colocações incompatíveis entre eles. O teatro permite a representação de vários lugares estranhos uns aos outros, enquanto o cinema permite a projeção de três dimensões. 
Não podemos deixar de referir uma das heterotopias mais antigas, relativamente aos jardins. Era nos tempos dos Persas que os jardins eram constituídos por quatro partes representativas dos quatro cantos do mundo, compostos por vegetação e tapetes representativos desse espaço. Desde a Antiguidade que é considerada a heterotopia mais feliz e universalizante, o que explica a origem dos jardins zoológicos.


2ª Lei da Termodinâmica

A segunda lei da termodinâmica envolve o funcionamento das máquinas térmicas, ou seja, situações em que o calor é transformado em outras formas de energia.
Uma dessas situações que não ocorriam era a passagem espontânea de calor de um corpo frio para um corpo quente, o inverso ocorre sempre, a passagem espontânea de calor de um corpo quente para um corpo frio.
A outra situação que não ocorre é a transformação integral de calor em trabalho. As máquinas térmicas trabalham graças a duas fontes de temperaturas diferentes, de modo a que uma parte do calor retirado da fonte quente é enviada à fonte fria, não sendo possível transformar todo o calor retirado da fonte quente em trabalho.
Essas duas situaçãos foram chamadas  proibições, dando origem à segunda lei da termodinâmica:
"A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo".
O calor flui espontaneamente de um corpo quente para um corpo frio, apenas ocorrendo o inverso com a realização de trabalho onde nenhuma máquina térmica que opera em ciclos pode retirar calor de uma fonte e transforma-lo completamente em trabalho.
Num sentido geral, a segunda lei da termodinâmica afirma que as diferenças entre sistemas em contacto tendem a igualar-se, ou seja, num futuro longínquo, tudo terá tendência a ficar em desordem, todo o calor do universo será perdido, e ficará apenas um espaço frio, sem vida. Tudo o que existe deixará, eventualmente de existir.


Declaração da Independência do Ciberespaço

John Perry Barlow é um dos co-fundadores da “Electronic  Frontier Foundation” (https://www.eff.org/), empresa mediadora de conflitos entre o mundo cibernauta e o mundo real, e um dos primeiros independentistas do ciberespaço. Autor da Declaração de Independência do Ciberespaço e pioneiro do conceito, retrata-o como se de um “sítio/espaço” se tratasse.

Consultar “Declaração de Independência do Ciberespaço”: http://www.dhnet.org.br/ciber/textos/barlow.htm

 

Noção de ciberespaço



O surgimento do termo “ciberespaço” acontece com o norte-americano William Gibson, a propósito do seu livro “Neuromante”, 1984, na tentativa de cria um espaço invisível capaz de suportar relações de uma comunidade, tudo isto em rede e graças aos avanços tecnológicos cada vez mais progressistas. Uma representação física de um espaço de informação.
É comum confundir-se a ideia de ciberespaço com Internet, como consequência do meio em que a informação circula. No entanto, o ciberespaço é uma plataforma de comunicação que segundo Pierre L`evy é “o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores” (LEVY, 1999, PAG 92)
Um outro interessado nesta matéria é Suely Fragoso:
“Um fórum privilegiado para a abordagem dos possíveis reflexos e desdobramentos do desenvolvimento dos sistemas de realidade virtual e das redes digitais de comunicação sobre os estatutos do espaço e do tempo é o chamado 'ciberespaço' - aqui entendido como o conjunto de informações codificadas binariamente que transita em circuitos digitais e redes de transmissão.”
Já Larry Lessing afirmou que internet e ciberespaço não se confundem.
Isto acontece porque o ciberespaço é uma experiencia mais rica, mais vivida, porque os intervenientes deste espaço acreditam viver nele, fazendo parte de uma outra comunidade. Como consequência, o ciberespaço tornou-se indissociável da sociedade contemporânea.
Assim, o ciberespaço é não só uma plataforma comunicacional, mas também um espaço de convivência intercultural.


terça-feira, 9 de abril de 2013

Este blog foi criado pelos seguintes alunos de Ciências da Comunicação e Cultura, no âmbito da disciplina de Cibercultura:


Jáder Ramos nº21103106
João Filipe nº21104297
José Nery nº21106305
Pedro Guarda nº2103328

Docente: José Gomes Pinto