É da modernidade para a contemporaneidade que se verifica uma mudança do
género de sociedade, segundo pontos de vista de Foucault e Deleuze.
Foucault considera a sociedade como “disciplinar”, ao contrário de Deleuze que
defende uma sociedade identificada como de “controlo”, em que esta se encontra
a frente das sociedades disciplinares.
A sociedade de controlo é onde todo o poder é concentrado sobre a
vida, onde passa a existir uma noção do tempo por parte dos indivíduos. Ao
contrário das sociedades disciplinares, é feito um controlo modelar e não
estático, ou seja, o controlo é feito através da máquina.
Podemos encontrar várias diferenças na constituição destes dois modelos
sociais. Enquanto a sociedade disciplinar aposta num modelo de vigilância
panóptico, onde o observador encontra-se presente na vigilância e observação do
individuo, ao contrário da sociedade de controlo em que essa mesma vigilância
tornou-se totalmente virtual.
Ao mesmo tempo que as sociedades de controlo apostam numa “anti -
arquitectura”, ou seja, uma ausência de casas e prédios num processo de alteração para o mundo virtual, as sociedades disciplinares são consideradas
totalmente arquitecturais.
É importante perceber que nem todos os valores das sociedades disciplinares
foram perdidos, mas sim incorporados neste novo modelo. A sociedade de controlo
remodelou vários pilares das sociedades disciplinares.
O mesmo ainda faz uma abordagem às sociedades de soberania, que
estavam em vigor até ao séc. XVIII, que se encontravam fechadas num determinado
espaço hierárquico. O seu maior interesse pressuponha a decisão da vida ou da
morte por parte de uma determinada estrutura hierárquica, não existindo
qualquer interesse na produção.
Actualmente encontramo-nos numa fase de transição entre os dois modelos,
onde nos ausentamos de uma forma de encarceramento para um controlo aberto.

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